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Brasil e Japão desenvolvem projeto para recuperação de pastagens degradadas

7 de agosto de 2025
Brasil e Japão desenvolvem projeto para recuperação de pastagens degradadas
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Pesquisadores japoneses e brasileiros vão trabalhar juntos em projeto direcionado à recuperação de pastagens degradadas no Cerrado do Brasil, com foco em produtividade e sustentabilidade.

Tópicos da matéria
Proporção fungo-bactéria Pilares

A parceria em curso tem origem em projeto liderado por equipe da Embrapa Cerrados, selecionado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) em 2024. A proposta tinha o propósito inicial de monitoramento da intensificação agrícola e da recuperação de pastagens degradadas no Cerrado brasileiro usando dados de satélite ALOS-4, a serem disponibilizados pela Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial (Jaxa).

O  projeto de recuperação de pastagens foi apresentada no dia 1º de agosto na Sede da Embrapa, em encontro entre o diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa brasileira, Clenio Pillon, e representantes da Jirca, além de professores da Universidade de Hokkaido, pesquisadores da Embrapa Cerrados e consultores do lado asiático.

A proposta avançou e hoje inclui outras linhas de pesquisa, como a avaliação da saúde do solo (pela metodologia de Bioanálise do Solo – BioAS) e dinâmica de carbono, bem como a inserção de aspectos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a simulação de cenários de mudanças climáticas no contexto de recuperação de pastagens degradadas em longo prazo.

Proporção fungo-bactéria

No encontro, inicialmente, foi feita uma apresentação geral sobre a estrutura do projeto no curto e no longo prazos pela consultora Ayana Katogi do Boston Consulting Group (BCG).

Em seguida, professores da Universidade de Hokkaido detalharam aspectos do projeto relacionados à avaliação da saúde do solo das pastagens degradadas. O objetivo é propor um manejo sustentável das áreas por meio da criação de um novo indicador a ser integrado à tecnologia BioAS, desenvolvida pela equipe sob liderança da pesquisadora Ieda Mendes, da Embrapa Cerrados, e utilizada em escala comercial desde julho de 2020.

“Para o indicador de saúde do solo já existente, baseado na atividade enzimática, nossa proposta é acoplar a relação fungo-bactéria”, afirmou Shoichiro Hamamoto, professor daquela Universidade. Segundo ele, a literatura mostra que a forma de manejo de determinada área afeta essa proporção, o que interfere também na retenção de carbono e ciclagem de nutrientes.

O novo indicador deverá ser integrado, ainda, a modelo que traga previsibilidade para o manejo do solo com suporte em métricas. “O objetivo é que esse indicador e esse modelo de previsibilidade possam ser combinados a avaliações da saúde dos solos por satélite e a análises socioeconômicas, de forma a serem aplicados em áreas de pastagens degradadas e também de ILPF e de ILP.

O pesquisador Tetsuji Oya do Jircas propôs, ainda, o desenvolvimento de sistemas de cultivo que permitam a produção agrícola sustentável e regenerativa por meio da utilização intensiva de solos no bioma Cerrado.

O projeto está em fase de prova de conceito, o que deverá se estender até março de 2026, sob a coordenação do pesquisador Edson Eyji Sano, da Embrapa Cerrados. A partir de abril do ano que vem, será iniciada a articulação com outras Unidades Descentralizadas, como por exemplo a Embrapa Agricultura Digital, visando à construção do projeto de cooperação técnica de longo prazo (dez anos).

Na perspectiva do longo prazo, a ideia é monitorar as mudanças do solo e também as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Trata-se, portanto, de acordo com os pesquisadores, do monitoramento químico, biológico e físico da saúde do solo; do próprio processo de degradação – e de como ela afeta o solo e a emissão de GEE -; e da recuperação das pastagens. As áreas a serem alvo das ações do projeto como Unidades de Referência Tecnológica (URT) estão em processo de definição.

Ieda Mendes ressaltou a agenda, segundo ela, “desafiadora e inovadora”, e a metodologia “complexa e instigante”, enfatizando também a importância da observação da atividade enzimática em conjunto com a proporção fungo-bactéria nos solos. “Ao juntarmos, aos levantamentos em campo, as informações geradas por satélites na análise da saúde dos solos, e identificarmos novas tecnologias para recuperação, pretendemos contribuir para que os atuais 40 milhões de hectares de pastagens degradadas no Brasil possam se transformar em áreas de solos saudáveis e produtivos”.

Pilares

O projeto está apoiado em quatro grandes pilares. O primeiro está centrado na identificação e monitoramento das áreas com pastagens degradadas, na coleta de amostras do solo, na análise de imagens de satélites, no levantamento de tecnologias para a recuperação das áreas, implantação de URTs, avaliações econômicas e na produção de dados. A Embrapa está no protagonismo dessa fase, apoiada por pesquisadores da Universidade de Hokkaido e do Jircas, bem como de outras instituições japonesas.

O segundo pilar trata do desenvolvimento de um sistema que dê suporte à tomada de decisão, inclusive de órgãos do governo, indicando onde investir e com qual tecnologia de recuperação de pastagens. O terceiro está relacionado à transferência de tecnologia, assistência técnica e extensão rural (Ater) e ao acesso a crédito por parte de produtores rurais. O quarto é o desenvolvimento de tecnologias, que correrá em paralelo aos demais pilares.

Assuntos Governo
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