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Preços para a indústria caem pela sexta vez e ficam em -3,4% no ano

5 de setembro de 2025
Preços para a indústria caem pela sexta vez e ficam em -3,4% no ano
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Os preços da indústria nacional registraram queda de 0,30% em julho frente a junho (-1,27%), sexta taxa negativa consecutiva após uma série de 12 resultados positivos em sequência, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025. O Índice de Preços ao Produtor (IPP), assim, apresentou alta de 1,36% em 12 meses e o acumulado no ano ficou em -3,42%. Em julho de 2024, a variação mensal foi de 1,53%.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas.

Em julho de 2025, 12 das 24 atividades industriais pesquisadas apresentaram variações negativas de preço quando comparadas ao mês anterior, acompanhando a variação do índice na indústria geral. Em junho deste ano, 14 atividades haviam apresentado menores preços médios em relação a maio. Os dados foram divulgados hoje (5) pelo IBGE.

As atividades industriais responsáveis pelas maiores influências no resultado de julho foram alimentos (-0,33 p.p.), metalurgia (-0,11 p.p.), indústrias extrativas (0,10 p.p.) e fabricação de máquinas e equipamentos (0,06 p.p.).

“Este é o sexto resultado negativo seguido do IPP, mas em um patamar menos intenso do que os observados em junho, que foi de -1,27%, e em maio, que havia sido de -1,21%. No entanto, quando olhamos para as atividades pesquisadas, há um equilíbrio entre quedas e altas de preços. Foram 12 atividades apresentando menores preços, na comparação com junho, e 12 atividades com maiores preços. A influência mais intensa, do setor de alimentos, foi negativa e ajuda a explicar o resultado geral da indústria. Excluindo os alimentos, as demais atividades tiveram, somadas, uma influência positiva, de 0,03 p.p., ou seja, grande parte dos motivos para o IPP permanecer no campo negativo em julho vem da queda dos alimentos”, explica Murilo Alvim, gerente do IPP.

Em termos de variação, indústrias extrativas (2,42%), metalurgia (-1,65%), produtos de metal (-1,54%) e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (1,41%) foram os destaques em julho.

O setor de alimentos (-1,33%) voltou a mostrar variação negativa, a sexta no ano, porém menos intensa do que a observada em junho (-3,42%). Dessa forma, o acumulado no ano está em -7,17%, maior queda acumulada até um mês de julho em toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2010. Em julho de 2025, os preços estavam 3,50% mais altos do que os de julho de 2024, menor resultado desde maio de 2024 (-1,41%). O resultado de julho deste ano, no acumulado no ano, significou a quarta variação mais intensa registrada dentre os 24 setores industriais analisados. Nesse mesmo universo, a variação de alimentos foi a primeira colocada no ranking de influências mais intensas na variação mensal (-0,33 p.p.), no acumulado no ano (-1,85 p.p.) e no acumulado em 12 meses (0,85 p.p.).

“Em relação ao setor de alimentos, podemos destacar os menores preços dos açúcares, recuo que está em linha com a queda dos preços internacionais, muito por conta de um aumento da oferta em grandes países produtores, como a Índia, a Tailândia e o Brasil. Isso fez com que o grupo de fabricação e refino de açúcar apresentasse uma retração de 4,31% em julho e fosse a principal influência no resultado setorial. Outro aspecto relevante foi a redução dos preços do café, explicada pelos custos de produção mais baixos, em grande parte pelo início da colheita de novas safras no país, que fez com que o grupo de torrefação e moagem de café apresentasse a maior queda no indicador mensal em toda a sua série histórica, com um recuo de 6,20% em julho. As quedas verificadas nos sucos de laranja e nos derivados da soja também contribuíram”, destaca Murilo. Ele lembra que todos esses produtos, por serem exportáveis, têm suas variações de preços impulsionadas pela variação do dólar.

De junho para julho de 2025, metalurgia (-1,65%) teve a segunda maior influência (-0,11 p.p.) no desempenho negativo da indústria, d entre todas as atividades pesquisadas. Trata-se do sétimo mês seguido em queda, período no qual acumulou uma retração de 11,01%, segunda variação mais intensa. J á o acumulado em 12 meses, após 13 resultados positivos em sequência, apresentou resultado negativo, com os preços da atividade em julho de 2025 estando, em média, 0,14% abaixo dos de julho de 2024.

Ocupando a terceira colocação no ranking de maiores influências no IPP em julho, indústrias extrativas (0,10 p.p.) acelerou o crescimento verificado em junho. Foi a maior variação na comparação mensal (2,42%) dentre todos os setores industriais pesquisados. Nos indicadores acumulados no ano (-12,82%) e nos últimos 12 meses (-9,85%), porém, as taxas permaneceram negativas. Vale lembrar que as indústrias extrativas também se destacaram em termos de sua influência no acumulado do ano (-0,62 p.p. em -3,42%) e nos últimos 12 meses (-0,48 p.p. em 1,36%), representando, respectivamente, a terceira e a segunda influências mais intensas.

“A queda de metalurgia foi puxada, principalmente, pelos menores preços de produtos do grupo de siderurgia, que, por sua vez, apresentou recuo de 2,69% no mês, em sintonia com uma maior oferta de aço no mercado e pela retração acumulada dos preços dos minérios de ferro, apesar da alta pontual da commodity em julho. Por outro lado, a alta dos minérios de ferro, um movimento que acompanhou a cotação no mercado internacional, foi a principal responsável pelo resultado do setor extrativo, que seguiu na direção contrária da média da indústria e apresentou alta de 2,42% no mês, sendo a principal influência positiva no resultado geral do IPP, segurando um pouco a queda observada no índice”, acrescenta Murilo.

Pela perspectiva das grandes categorias econômicas, a variação de preços observada na passagem de junho para julho de 2025 repercutiu da seguinte forma: 0,51% de variação em bens de capital (BK); -0,32% em bens intermediários (BI); e -0,43% em bens de consumo (BC), sendo que a variação observada nos bens de consumo duráveis (BCD) foi de 0,30%, ao passo que nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND) foi de -0,57%. Os bens intermediários (-0,17 p.p.) foram os que mais influenciaram o IPP em julho.

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