Em entrevista ao Bom Dia, Ministro, titular do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços afirma que a Nova Indústria Brasil impulsiona emprego, renda e sustentabilidade em todas as regiões do país e reforça que o fim da escala 6×1 está entre as prioridades do governoO ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou nesta sexta-feira (24/4), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, que a Nova Indústria Brasil (NIB) tem impulsionado a geração de empregos, o aumento da renda e o desenvolvimento sustentável em todas as regiões do país, fortalecendo as bases para avanços sociais como a redução da jornada de trabalho. Segundo ele, o fim da escala 6×1 está entre as prioridades do presidente Lula para melhorar a vida dos trabalhadores brasileiros.
“Hoje nós vivemos pleno emprego, assistimos a índices muito bons do ponto de vista econômico e do ponto de vista social. E o eixo tem sido a Nova Indústria Brasil, que funciona como um grande guarda-chuva para projetos associados à industrialização”, afirmou Márcio Elias Rosa.
Ao comentar o debate sobre a redução da jornada de trabalho, o ministro ressaltou que o tema é prioridade para o governo e acompanha uma tendência internacional.
O presidente Lula definiu essa questão como uma das questões prioritárias para melhorar a vida do trabalhador e da trabalhadora. Agora, como toda mudança desse tipo, que impacta na relação de trabalho, é preciso ser precedido de muito diálogo, de muita conversa e, às vezes, de adaptações. E é preciso que estejamos todos abertos quanto a isso.”
Segundo Márcio Elias Rosa, a redução da jornada é um movimento que já vem sendo discutido em diversos países. “Não é apenas uma tendência no Brasil, é uma tendência mundial. O mundo todo está discutindo a redução de jornada de trabalho. Quem já experimentou colheu bons resultados”, afirmou.
Indústria e empregos
Para o ministro, o fortalecimento da indústria nacional reflete-se em vários setores, principalmente na geração de empregos. “Nós estamos com o câmbio em queda, com a inflação contida dentro da meta, e nós estamos com pleno emprego. O pleno emprego significa melhor condição de vida para as pessoas. Temos uma taxa de desemprego inferior a 6%. E o que é melhor? A renda familiar está em ascensão. Não apenas per capita, mas a renda da unidade familiar. Crescendo isso, cresce necessariamente o poder de compra, o bem-estar, e as pessoas começam a viver um pouco melhor”, afirmou.
Com a indústria no centro do desenvolvimento econômico e social do país, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços lidera a iniciativa Nova Indústria Brasil, voltada ao fomento da sustentabilidade, inovação e produtividade. A dimensão desse estímulo é amparada pelo Plano Mais Produção, que disponibiliza, de 2023 a 2026, R$ 713,3 bilhões.
Até o final de 2025, já foram destinados R$ 653,15 bilhões para 428 mil projetos, com crédito direcionado a todas as regiões do Brasil.
Regionalização
O ministro ressaltou que uma das prioridades do Plano Mais Produção é garantir que os recursos sejam distribuídos por todo o país, promovendo a regionalização do processo de industrialização. “O Plano Mais Produção é aquele que reúne desde incentivo fiscal até crédito, o acesso ao crédito, às linhas de financiamento para a inovação ou para a estruturação de projetos industriais no país todo”, explicou o ministro.
“Uma das diretrizes que estão estabelecidas no plano, a partir de uma orientação do presidente Lula, é essa necessária diversificação e regionalização. Não pode concentrar recursos, senão vai tudo para o Sul, para o Sudeste, e a gente tem dificuldades em outras regiões. Nós já tivemos contratados 650 bilhões de reais e teremos, até o final do ano, 713 bilhões para 428 mil projetos. Desses, eu posso dizer que há uma distribuição em todo o território nacional”, prosseguiu Márcio Elias Rosa.
O painel consolidado do Plano Mais Produção foi elaborado a partir dos dados dos agentes financeiros parceiros – BNDES, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e Finep – e permite acompanhar as aprovações relacionadas ao apoio a projetos de neoindustrialização entre 2023 e 2026.
Ele traz informações sobre os recursos disponibilizados em cada uma das seis Missões da Nova Indústria Brasil, permitindo identificar os aportes por regiões e unidades federativas. Ao assegurar o acompanhamento em tempo real e por meio de atualizações trimestrais, o painel reforça a transparência e a capacidade de monitoramento da execução do Plano Mais Produção.
Sustentabilidade – Márcio Elias Rosa também ressaltou que a Nova Indústria Brasil tem como um de seus principais pilares a sustentabilidade, articulando desenvolvimento econômico, inclusão social e responsabilidade ambiental. “O governo do presidente Lula tem compromisso sério com o desenvolvimento sustentável sob três aspectos: econômico, social e ambiental. Não há política de desenvolvimento que possa ser feita à revelia desses temas”, afirmou. “A sustentabilidade é o tema que precisa ser o tempo todo examinado, não apenas como um dever econômico, mas, nesse caso, como um dever ético, com o nosso compromisso com as futuras gerações. A gente paga muito caro hoje por esses 200 anos de atividade de produção industrial sem nenhuma preocupação com a emissão de gases de efeito estufa”, prosseguiu.