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‘Ajudar o Butantan é ajudar 215 milhões de almas que vivem neste País’, afirma Lula

9 de fevereiro de 2026
'Ajudar o Butantan é ajudar 215 milhões de almas que vivem neste País', afirma Lula
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Após visitar, nesta segunda-feira (9/2), o Centro de Produção de Vacina contra a Dengue do Instituto Butantan e, na sequência, participar de cerimônia que marcou o anúncio de um investimento de R$ 1,4 bilhão do Governo do Brasil para a infraestrutura de produção de insumos e imunobiológicos do instituto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que apoiar o Butantan é, em última instância, investir no povo brasileiro. “Ajudar o Butantan é ter apenas a primazia de dizer que a gente está ajudando 215 milhões de almas que vivem neste país e que precisam”, afirmou o presidente.

Durante a solenidade, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva, assinaram quatro ordens de serviço que beneficiam o Instituto Butantan no âmbito do programa Agora Tem Especialistas do Novo PAC Saúde:

  • Reforma da unidade de produção de soros e área multipropósito, no valor de R$ 232,5 milhões
  • Reforma de unidade de produção e ou desenvolvimento de plataforma com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), no valor de R$ 76,2 milhões
  • Construção de uma nova fábrica para produção de insumo para vacinas contra difteria, tétano e coqueluche, no valor de R$ 550,1 milhões
  • Construção de fábrica para produção de insumo farmacêutico ativo para vacina contra HPV, no valor de R$ 596 milhões

Para o presidente, depois dos ataques do governo anterior, que se esforçou para minar a confiança da população brasileira na eficácia das vacinas, o Governo do Brasil precisa, cada vez mais, trabalhar para esclarecer a população de que a vacinação salva vidas. “Nós temos que ter a obrigação de não desanimar, de fazer campanha, de falar na escola, os professores falarem, os pastores falarem, os padres falarem, os políticos falarem, até que a gente convença as pessoas de que tomar vacina significa evitar a possibilidade de que em algum momento a natureza possa atrapalhar a vida de uma pessoa”, frisou Lula.

Enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para pesquisa, nem no Butantan nem em outro instituto de pesquisa deste país”, prosseguiu.

Leia também:
• Lula anuncia Instituto Federal e o maior investimento em Saúde da história de Mauá (SP)
• Lula comanda a aplicação das primeiras doses da vacina contra a dengue fabricada no Brasil

VACINA CONTRA DENGUE – Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, aplicaram doses da vacina contra a dengue em uma profissional de saúde da Atenção Primária e também no diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás. A vacina contra a dengue produzida pelo Instituto, 100% nacional, é a única em dose única no mundo e foi aprovada para o público de 12 a 59 anos. A ação de vacinação contra a dengue dos profissionais de saúde da atenção primária inicia-se no estado de São Paulo e será realizada em todo o país pelo Ministério da Saúde.

A previsão é proteger 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na linha de frente do SUS. Apenas no estado de São Paulo, são mais de 216 mil profissionais. Até o momento, foram adquiridas 3,9 milhões de doses da vacina contra a dengue, com investimento federal de R$ 368 milhões. Os quantitativos estão sendo entregues assim que produzidos pelo Butantan. Foram enviadas aos estados as primeiras 650 mil doses. O restante está previsto para as próximas semanas.

EXPANSÃO – A expansão da vacinação para outros públicos, de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos, está prevista para o segundo semestre deste ano à medida que o Instituto Butantan amplie a sua capacidade de produção. O Ministério da Saúde vem adquirindo todo o quantitativo disponível para proteger a população e a expectativa é de que, a partir de uma parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia para a WuXi Vaccines, a produção possa aumentar em 30 vezes.

MULTILATERALISMO – Em seu discurso, Lula voltou a ressaltar que a valorização do multilateralismo se faz cada vez mais premente e que a China tem um papel importante no cenário brasileiro ligado à vacinação. “Nós queremos mostrar que o mundo não pode prescindir do multilateralismo. Foi o multilateralismo, depois da Segunda Guerra Mundial, que criou uma harmonia entre os Estados. E que permitiu que a gente vivesse em paz até agora, pelo menos numa parte do mundo. Nós estamos escolhendo aquilo que é melhor para o nosso país. E se a China aceita fazer uma parceria conosco na produção de vacina, e vai produzir a quantidade que ainda a gente não tem condição de produzir, por que não fazer um convênio com a China e produzir vacina para a gente atender a quem precisa tomar vacina?”, indagou o presidente.

15 ANOS DE PESQUISA – O diretor do Butantan listou as vacinas produzidas pelo instituto e lembrou que a conquista da vacina contra a dengue demandou uma década e meia de pesquisa e esforços por parte dos pesquisadores. “O Instituto Butantan produz e entrega, através do Ministério da Saúde, através do SUS, a vacina de influenza, vacina do vírus papiloma humano, HPV, difteria tétano coqueluche, hepatite A, hepatite B e a vacina da raiva. E a primeira vacina em dose única de dengue no mundo. Foram 15 anos de desenvolvimento, centenas de pessoas trabalhando, financiados pelo Instituto Butantan, Fundação Butantan, Governo do Estado de São Paulo, FAPESP, BNDES e Ministério da Saúde, com a participação de 16 centros públicos de pesquisa no Brasil que fez todo o seu processo de instalação de produção, melhoria de processos, controle de qualidade, métodos analíticos”.

MARCO HISTÓRICO – Para o ministro da Saúde, os investimentos oficializados nesta segunda-feira representam um passo histórico para o Instituto Butantan e para a saúde do Brasil, em especial do papel do SUS neste contexto. “Nós estamos presenciando um marco histórico, que vai colocar o Butantan entre os maiores complexos de inovação, tecnologia, industrial do mundo. Com uma diferença que dá mais valor ainda ao Instituto Butantan. Diferente de outros grandes complexos econômicos, tecnológicos, industriais, esse aqui é 100% SUS. Cada vacina que sai daqui, cada medicamento que sai daqui, cada tecnologia que sai daqui, cada inovação que que sai daqui vai para tratar as pessoas no Brasil, e, cada vez mais, vai tratar no mundo, com um único interesse: salvar vidas e não só obter lucro a partir daquilo que produz”, afirmou Alexandre Padilha

MAIOR DA AMÉRICA LATINA – As palavras de Padilha foram reforçadas por Geraldo Alckmin, que lembrou a importância das vacinas para a evolução da humanidade e, neste contexto, a força do Butantan. “Esse Instituto se tornou o maior Instituto Soroterápico da América Latina. E hoje, com esses recursos que o governo do presidente Lula está colocando aqui, vai dar um salto ainda maior, ainda mais amplo. Três coisas mudaram o mundo: água tratada, vacina e antibiótico. Então, é um dia histórico”.

VANGUARDA – O aporte de R$ 76,2 milhões para a nova plataforma de produção de vacinas de RNA mensageiro (RNAm) posiciona o Brasil na vanguarda da biotecnologia. Este modelo de produção é mais ágil e permite que o país responda com rapidez e eficiência a crises sanitárias ou novas pandemias, adaptando a produção de imunizantes em tempo reduzido e com menor custo operacional.

“As parcerias de desenvolvimento produtivo são uma das grandes conquistas que foram feitas recentemente no Brasil. A gente está aqui hoje para celebrar um investimento através do PAC em várias estruturas no Instituto Butantan, que conta também com uma contrapartida de pelo menos R$ 400 milhões do Estado de São Paulo, Fundação Butantan, Instituto Butantan, para conseguir colocar adiante um esforço de trazer tecnologias essenciais para a saúde pública brasileira. A gente tem a ambição de ser um dos principais centros de desenvolvimento e produção na tecnologia de mRNA, não só para vacinas, mas também para várias outras tecnologias, inclusive a indução de resposta imune para enfrentamento do câncer”, ressaltou Esper Kallás.

VITÓRIA DO BRASIL – Secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Eleuses Paiva elogiou a união de esforços em prol do sistema de saúde no Brasil. “Hoje nós estamos dando um passo muito importante na saúde pública do nosso país. Essa parceria, esse apoio ao projeto, é extremamente importante para nós que acreditamos no SUS, para nós que acreditamos na ciência, para nós que acreditamos que precisamos cada vez mais ampliar o acesso das pessoas ao sistema único de saúde. E essa parceria é tripartite, quando esses três agentes se reúnem, ninguém procurando protagonismo, mas todo mundo querendo fazer a diferença de pôr a saúde no rumo certo, de melhorar a qualidade da vida, principalmente daqueles que mais precisam. Portanto, dia de vitória para o Brasil”.

NOVAS PLANTAS – Com a reforma e construção das novas plantas do Instituto Butantan, o Brasil passará a fabricar o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina DTPa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche; e da vacina contra o vírus HPV. Um avanço tecnológico fundamental na garantia de proteção à população sem depender do mercado externo, dando maior autonomia ao SUS. Com a obra da unidade de produção da vacina DTPa, a capacidade de fabricação de fornecimento deve chegar a 6 milhões de doses ao ano. Com isso, o Brasil reduzirá a dependência de vacinas importadas, garantindo maior segurança sanitária.

HPV – A fábrica de vacina contra HPV também reduzirá a dependência de imunobiológicos importados, garantindo a disponibilidade em larga escala com produção nacional, tendo uma estimativa de produção de 20 milhões de doses por ano.

SOROS E ÁREA MULTIPROPÓSITO – Já a unidade de produção de soros e área multipropósito terá investimentos de mais de R$ 232,5 milhões. Como primeiro resultado da expansão, é projetada a capacidade de produção de 1,2 milhão de frascos de soro concentrado por ano. Após o fim da reforma, estima-se uma capacidade de processamento final de 5,5 milhões de frascos de soro líquido ao ano e de, pelo menos, 440.000 frascos por ano de soros e vacinas na forma liofilizada.

Visita ao Instituto Butantan. Viemos anunciar investimentos para a construção de duas novas fábricas e reforma de plantas já existentes.

Com os investimentos, o Brasil vai passar a produzir os insumos farmacêuticos ativos para as vacinas contra o vírus HPV e contra difteria,… pic.twitter.com/d7bl1mqMnB

— Lula (@LulaOficial) February 9, 2026

DESENVOLVIMENTO PRODUTIVO – A atuação dos laboratórios públicos brasileiros, como o Instituto Butantan, tem sido fundamental na inovação em saúde e na internalização de tecnologia por meio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo promovidas pelo Governo do Brasil. A estrutura de cooperação permite que o Brasil domine o ciclo completo de uma tecnologia: da pesquisa até a aprovação regulatória, assegurando a previsibilidade de fornecimento e a sustentabilidade econômica do SUS.

R$ 15 BILHÕES – O investimento do Governo do Brasil, por meio do Ministério da Saúde, no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde está na ordem de R$ 15 bilhões para o desenvolvimento do setor. Desde 2023, com a retomada desta política, que foi abandonada pelo governo anterior, foram firmadas 31 novas parcerias envolvendo empresas públicas e privadas para o desenvolvimento de vacinas, medicamentos e insumos estratégicos para a saúde dos brasileiros.

NOVO PAC – O Governo do Brasil, via Ministério da Saúde, também está investindo R$ 31,5 bilhões por meio do Novo PAC em obras, equipamentos e veículos para promover um salto de qualidade e expansão no SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura na saúde, com 2.600 UBS, 334 CAPS, 101 policlínicas, 4.643 ambulâncias do SAMU 192, 800 Unidades Odontológicas Móveis – UOMS, e diversos outros tipos de obras e equipamentos.

PARCEIRO ESTRATÉGICO – O Instituto Butantan é um parceiro histórico e estratégico do Ministério da Saúde, com participação ativa na política federal voltada ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), que visa garantir autonomia tecnológica do Brasil com foco nas necessidades do SUS e da saúde da população.

PROJETOS – Atualmente, o Instituto Butantan possui 14 projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (Pdil). No âmbito do Novo PAC, a instituição possui 10 projetos, sendo oito deles com investimentos diretos do Ministério da Saúde.

09.02.2026 - Visita ao Centro de Produção de Vacina contra a Dengue do Instituto Butantan

Assuntos Governo
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