O Ministério de Minas e Energia (MME) publicou, nesta terça-feira (12/5), o Boletim de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro – Edição Especial Consolidação 2025 , que apresenta resultados positivos em expansão da capacidade instalada, crescimento das fontes renováveis e avanços na infraestrutura de transmissão. O documento reúne os principais indicadores do setor elétrico e mostra que o país alcançou 259,5 gigawatts (GW) de capacidade instalada, alta de 6% em relação ao ano anterior.
A publicação aponta que, em 2025, a matriz elétrica brasileira contou com ampla participação de fontes limpas e renováveis. Hidrelétricas, parques eólicos, usinas solares, biomassa e a Micro e Minigeração Distribuída (MMGD) passaram a representar 87,2% da capacidade instalada nacional. Ao longo do ano, a geração de energia superou 704 mil gigawatts-hora (GWh), sendo 89% desse volume proveniente de fontes renováveis, reforçando o compromisso do Governo do Brasil com uma matriz elétrica cada vez mais limpa e renovável.
O avanço na infraestrutura também obteve um ótimo desempenho no setor elétrico. Segundo o boletim, o sistema de transmissão ultrapassou 191 mil km de linhas em operação e atingiu mais de 484 mil MVA de capacidade de transformação. Entre os empreendimentos estratégicos, o destaque vai para a conclusão do Linhão Manaus-Boa Vista, obra que conectou Roraima ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e ampliou a segurança e a confiabilidade no fornecimento de energia no Estado.
Outro marco do período foi a entrada em operação da usina termelétrica – UTE GNA II, atualmente a maior usina movida a gás natural do Brasil. O documento registra redução nos encargos de serviços do sistema, que somaram R$ 1,2 bilhão, queda de 53% em comparação a 2024. Esse resultado reflete melhorias nas condições de operação e maior eficiência do sistema elétrico nacional.
No âmbito social, o Luz para Todos (LPT) levou energia elétrica a aproximadamente 290 mil brasileiros, com investimentos de R$ 2,1 bilhões para execução das ações do programa. O balanço anual também aponta melhorias nos indicadores de continuidade do fornecimento, com redução nos índices de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC), evidenciando avanços na qualidade do serviço prestado à população.