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Governo

Em reunião de ministros do G20, Brasil defende justiça social no mundo do trabalho

30 de julho de 2025
Em reunião de ministros do G20, Brasil defende justiça social no mundo do trabalho
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Começou nesta quarta-feira (30), na cidade de George, na África do Sul, a Reunião de Ministros do Trabalho e Emprego do G20. O encontro reúne ministros, representantes de organismos internacionais, parceiros sociais e especialistas para debater soluções concretas para os desafios atuais do mundo do trabalho.

Na abertura, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reafirmou o compromisso do governo brasileiro com uma agenda internacional pautada pela justiça social. Marinho discursou na sessão inaugural na qualidade de integrante da Troika do G20, instância composta pelos três países responsáveis por garantir a continuidade das prioridades do grupo: o anfitrião da reunião anterior (Brasil, em 2024), o país que sedia o encontro atual (África do Sul, em 2025) e o próximo a assumir a presidência do G20 (Estados Unidos, em 2026).

“O Brasil está comprometido com uma governança global que enfrente as desigualdades e que coloque o ser humano no centro das decisões”, afirmou Luiz Marinho. Segundo ele, “a justiça social deve ser a base para qualquer projeto de desenvolvimento”. O ministro reforçou que a valorização do salário mínimo, o combate à fome e a inclusão produtiva da juventude são prioridades no Brasil e devem também ganhar centralidade no debate global.

“Como disse o presidente Lula, não podemos admitir que a tecnologia, a globalização e as transições verde e digital deixem milhões para trás. É hora de um novo pacto social global, que una crescimento econômico com inclusão”, declarou. Luiz Marinho alertou que não há crescimento sustentável sem inclusão. Não há transição justa sem proteção ao trabalhador. E não há justiça social sem regulação e financiamento.”

Guardiões – A anfitriã da reunião, a vice-ministra do Emprego e Trabalho da África do Sul, Judith Nemadzinga-Tshabalala, deu as boas-vindas aos delegados com um discurso emotivo e firme. “Reunimo-nos aqui hoje como guardiões de uma responsabilidade compartilhada: enfrentar as injustiças que persistem no mundo do trabalho e abrir caminhos rumo à inclusão, à dignidade e à prosperidade compartilhada”, afirmou.

A vice-ministra contextualizou a importância histórica do momento, lembrando que “este ano marca o 70º aniversário da Carta da Liberdade, na qual os ideais e aspirações democráticas encontraram expressão”. Ela reforçou que a África do Sul está comprometida com os pilares da sua presidência no G20: Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade.

Judith apresentou ainda quatro prioridades centrais: crescimento inclusivo com foco na juventude; igualdade de gênero no trabalho; reversão do declínio da participação da renda do trabalho; e uso da digitalização como força de inclusão, e não de exclusão. “Essas prioridades não são meros compromissos conceituais, mas a base para um progresso real e mensurável”, pontuou.

Agravamento das Desigualdades – Representando a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o diretor-geral Gilbert F. Houngbo alertou para o agravamento das desigualdades no mundo, que vêm comprometendo os direitos humanos, o acesso a serviços essenciais e a proteção social. “Não é mais possível dissociar desenvolvimento econômico da justiça social. Sem trabalho decente, não haverá futuro sustentável”, afirmou.

Houngbo elogiou a presidência sul-africana por colocar as pessoas no centro da política econômica. “A abordagem de vocês é clara: o crescimento deve servir à dignidade humana. E isso começa com salários justos e instituições sólidas de diálogo social”, declarou. Ele também criticou a desconexão entre produtividade e remuneração, e defendeu o fortalecimento das instituições de salário mínimo como instrumento de combate à desigualdade salarial.

“A OIT está pronta para apoiar os países do G20 em uma transição justa, digital e ecológica, que não abandone os trabalhadores nem os mais vulneráveis. Precisamos reconstruir o contrato social sobre os pilares do trabalho decente, da equidade e da solidariedade”, concluiu Houngbo.

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