Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
O Presidente
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
O PresidenteO Presidente
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Governo

União tem sucesso em 74% das ações por aplicação da Lei de Igualdade Salarial

7 de outubro de 2025
União tem sucesso em 74% das ações por aplicação da Lei de Igualdade Salarial
Compartilhar

A União está ganhando batalhas judiciais travadas por empresas contra a Lei da Igualdade Salarial entre Mulheres e Homens (Lei nº 14.611/2023). Até o final de agosto, a taxa média de sucesso nas ações ajuizadas na Justiça Federal e na Justiça do Trabalho em todo o País foi de 74,12%. Na Região Sul, o índice de sucesso passa de 97%.

Tópicos da matéria
Vitória nos tribunais Reforço de garantias Argumentos das empresas

A atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) na defesa da nova lei, por meio da Procuradoria Nacional da União de Trabalho e Emprego (PNTE), órgão da Procuradoria-Geral da União, está mantendo os pilares dessa política pública voltada à correção das disparidades salariais injustas e promoção de um ambiente de trabalho mais equitativo e inclusivo para mulheres e homens. A Lei nº 14.611/2023, regulamentada pelo Decreto Presidencial nº 11.795/2023 e pela Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego nº 3.714/2023, introduz mecanismos de fiscalização e transparência mais robustos.

“A AGU reafirma seu compromisso na defesa da Lei de Igualdade Salarial, instrumento fundamental para garantir que mulheres recebam remuneração justa por trabalho de igual valor. A transparência salarial é uma ferramenta de justiça social que expõe e combate discriminações históricas que mantêm mulheres em desvantagem no mercado de trabalho”, explica a procuradora-geral da União, Clarice Calixto. Segundo ela, a AGU seguirá atuando para que o direito constitucional à igualdade entre homens e mulheres deixe de ser promessa e se torne realidade concreta nas relações de trabalho.

O primeiro mecanismo da lei é a obrigatoriedade da divulgação, a cada seis meses, do Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios pelas empresas com 100 ou mais empregados. O relatório apresenta uma comparação entre salários de mulheres e homens sem permitir a identificação de informações individualizadas dos trabalhadores, respeitando a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

O segundo mecanismo é a obrigatoriedade de elaboração do Plano de Ação para Mitigação da Desigualdade Salarial e de Critérios Remuneratórios entre Mulheres e Homens, quando identificada uma desigualdade que não possa ser explicada por variáveis legítimas.

“Nosso objetivo é assegurar que a lei não seja apenas uma letra, mas uma ferramenta viva de transformação social. A transparência salarial e os planos de ação são mais do que obrigações legais; são um compromisso ético com a justiça e o fim da discriminação histórica contra as mulheres”, afirma a procuradora nacional da União de Trabalho e Emprego, Caroline de Melo e Torres.

“A Lei nº 14.611/2023 está do lado da dignidade, da justiça e do futuro que queremos construir para todas as brasileiras. Por isso, temos atuado de forma incansável e vigilante, em ações judiciais, para que a norma seja devidamente respeitada e aplicada”, acrescenta a procuradora-geral da União, Clarice Calixto.

Leia também
• Dia Internacional da Igualdade Salarial reforça luta por equidade no mundo do trabalho

Vitória nos tribunais

Levantamento da PNTE, unidade da AGU que representa o Ministério do Trabalho e Emprego perante o judiciário, mostra que até agosto deste ano a taxa média de sucesso nas ações transitadas em julgado e sentenciadas na Justiça Federal e Justiça do Trabalho, em algumas  regiões foi ainda maior que a média de 74,12% no país.

Nas ações que tramitam perante a Justiça Federal, as decisões dos juízes foram 97,73% favoráveis no TRF da 4ª Região (RS, SC e PR). Em seguida, o TRF da 2ª Região (RJ e ES), com 86,49%, o TRF da 5ª Região (PE, CE, AL, PB, RN e SE), com 84,80%, o TRF da 3ª Região (SP e MS), com 69,86% e o TRF da 1ª Região, com 58,44% de sucesso pela manutenção dos dispositivos da Lei 14.611/2023 e normas regulamentares.

O maior número de demandas contra a Lei da Igualdade Salarial entre Mulheres e Homens foi ajuizado na 3ª Região, com 46% do total, seguido da 1ª Região, com 21%.

Reforço de garantias

A Lei  nº 14.611/2023, proposta por iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reforça um princípio garantido por uma variedade de instrumentos normativos: da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) de 1943 à Constituição Federal de 1988, que estabelece a igualdade entre homens e mulheres “em direitos e obrigações”, passando por convenções internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da Organização das Nações Unidas (ONU).

No entanto, décadas de previsão legal não se traduziram em equidade na prática. Dados do IBGE mostram que, no final de 2022, a diferença salarial entre gêneros era de 22% – o que significa que as mulheres recebiam, em média, apenas 78% do rendimento dos homens. Um estudo recente do Fórum Econômico Mundial projeta que, no ritmo atual, o Brasil levaria 131 anos para atingir a paridade total, ocupando a 57ª posição em um ranking de 146 países.

“Essa diferença salarial reflete não apenas uma questão de descumprimento das normas existentes, mas também evidencia desafios estruturais e culturais que permanecem em nossa sociedade, exigindo revisão e reforço constante das políticas de combate à discriminação salarial com base no gênero”, afirma a coordenadora-geral de Demandas Judiciais Trabalhistas, Elineia Soares Barbosa. A novidade trazida pela nova lei está na introdução de mecanismos de fiscalização e transparência mais robustos para promover avanço significativo na eliminação de desigualdades salariais.

“Esta é uma vitória para a sociedade, um passo decisivo na construção de um país mais justo e igualitário para todas e todos”, comemora a procuradora nacional da União de Trabalho e Emprego, Caroline de Melo e Torres. Ainda de acordo com procuradora nacional, a AGU defende a Lei 14.611/2023 “com convicção de que esta política pública é um farol de equidade no mercado de trabalho” .

Argumentos das empresas

As empresas, no entanto, contestam a Lei de Igualdade Salarial entre Mulheres e Homens. Elas alegam que a divulgação do relatório de transparência violaria a privacidade dos empregados e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além de prejudicar a imagem corporativa e a livre concorrência.  Os tribunais, porém, não têm acolhido esses argumentos.

Além de ações individuais e coletivas, foram ajuizadas duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não julgou a matéria. A ADIN 7.631, de autoria do Partido Novo, e a de número 7.612, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). As ADIs questionam diversos aspectos da Lei de Igualdade Salarial, mas não houve suspensão das demais ações no País.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão do governo federal responsável por zelar pelo cumprimento da LGPD, e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia federal do Ministério da Justiça e Segurança Pública e integrante do Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência, já se manifestaram pela compatibilidade da lei com a LGPD e com as regras de livre concorrência. “O relatório não expõe um único dado pessoal ou sensível das empresas e não tem caráter punitivo, mas informativo”, assegura a AGU na defesa da nova legislação.

Assuntos Governo
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print

Você pode gostar também

“Portugal pode ser a grande porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros na Europa”, afirma Lula em visita a Lisboa
Governo

“Portugal pode ser a grande porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros na Europa”, afirma Lula em visita a Lisboa

21 de abril de 2026
Gabrielzinho conquista Prêmio Laureus e recebe parabéns de Lula e ministro do Esporte
Governo

Gabrielzinho conquista Prêmio Laureus e recebe parabéns de Lula e ministro do Esporte

21 de abril de 2026
Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3,7 mil meios de hospedagem. Saiba como funciona
Governo

Ficha Digital de Hóspedes agiliza o check-in em mais 3,7 mil meios de hospedagem. Saiba como funciona

21 de abril de 2026
Brasil assina declaração com Alemanha para aporte de até 500 milhões de euros ao Fundo Clima
Governo

Brasil assina declaração com Alemanha para aporte de até 500 milhões de euros ao Fundo Clima

20 de abril de 2026
Técnicos do Governo do Brasil vão a Belém (PA) para ajuda humanitária
Governo

Técnicos do Governo do Brasil vão a Belém (PA) para ajuda humanitária

20 de abril de 2026
Receita Federal desmente fake news sobre fiscalização do Pix
Governo

Receita Federal desmente fake news sobre fiscalização do Pix

20 de abril de 2026
'Nossas regiões disseram sim à integração para uma zona de livre comércio', diz Lula sobre acordo Mercosul-UE
Governo

‘Nossas regiões disseram sim à integração para uma zona de livre comércio’, diz Lula sobre acordo Mercosul-UE

20 de abril de 2026
'Alemanha é um parceiro indispensável para o Brasil', diz Lula durante Encontro Econômico
Governo

‘Alemanha é um parceiro indispensável para o Brasil’, diz Lula durante Encontro Econômico

20 de abril de 2026
Filme selecionado pela EBC na Seleção TV Brasil vence Festival Internacional É Tudo Verdade
Governo

Filme selecionado pela EBC na Seleção TV Brasil vence Festival Internacional É Tudo Verdade

20 de abril de 2026
Nova indústria Brasil apresenta inovação com sustentabilidade que é exemplo para o planeta, diz ministro
Governo

Nova indústria Brasil apresenta inovação com sustentabilidade que é exemplo para o planeta, diz ministro

20 de abril de 2026
“Brasil cansou de ser tratado como invisível”, diz Lula na maior feira industrial do mundo
Governo

“Brasil cansou de ser tratado como invisível”, diz Lula na maior feira industrial do mundo

20 de abril de 2026
Dia dos Povos Indígenas destaca desafios e protagonismo das mulheres indígenas no Brasil
Governo

Dia dos Povos Indígenas destaca desafios e protagonismo das mulheres indígenas no Brasil

19 de abril de 2026
O PresidenteO Presidente