Ao usar este site, você concorda com a Política de Privacidade e os Termos de Uso.
Accept
O Presidente
Facebook Like
Twitter Follow
Instagram Follow
O PresidenteO Presidente
Pesquisar
  • Principal
Follow US
© Foxiz News Network. Ruby Design Company. All Rights Reserved.
Governo

MJSP lança site com dados sobre a jornada das vítimas de feminicídio em 2025

31 de março de 2026
MJSP lança site com dados sobre a jornada das vítimas de feminicídio em 2025
MJSP lança site com dados sobre a jornada das vítimas de feminicídio em 2025
Compartilhar

A plataforma Mulher Segura, desenvolvida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e lançada na última semana, é uma ferramenta estratégica para prevenir e enfrentar a violência contra a mulher. A página reúne dados sobre crimes contra mulheres e traz informações que auxiliam as autoridades na tomada de decisões. Entre esses dados, está o local de predominância dos casos de feminicídio. No ano passado, 28,4% dos registros ocorreram nas residências das vítimas.
A iniciativa integra o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que propõe ações interinstitucionais entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, em articulação com estados e municípios. O objetivo é fortalecer a prevenção, ampliar a proteção às vítimas e aprimorar a resposta institucional diante desses crimes.
Em 2025, o Brasil registrou 1.561 vítimas de feminicídio, o que evidencia a persistência da violência contra as mulheres como um dos principais desafios da segurança pública no País. Nesse contexto, a plataforma surge como um instrumento relevante para qualificar o atendimento, conectar informações e apoiar a formulação de políticas públicas mais eficazes no enfrentamento à violência de gênero.
“Um dos principais desafios identificados é garantir que a busca por ajuda resulte, de fato, em proteção”, destaca o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.
A plataforma promove a articulação de dados provenientes dos sistemas estaduais de segurança pública, como o Validador de Dados Estatísticos (VDE), o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e a Base Nacional de Boletins de Ocorrência. Esse processo amplia a capacidade de identificar padrões de risco e de direcionar ações para os casos mais críticos.
De acordo com o secretário, a utilização conjunta dessas informações permitirá compreender com maior precisão a trajetória das vítimas e o comportamento dos agressores, possibilitando o acompanhamento dos casos desde o primeiro registro até a atuação coordenada da rede de proteção, ressalta.
Conheça aqui a plataforma .
Episódios que se repetem
Um dos casos analisados revela a gravidade da violência recorrente. Uma vítima chegou a registrar 19 ocorrências. A mulher, de 32 anos, foi assassinada em abril, após um histórico contínuo de agressões. Em quase seis anos, procurou as autoridades 19 vezes — em 15 delas, os registros foram classificados como violência doméstica.
A escalada da violência começou em 2019, com casos de lesão corporal, e se intensificou em 2020, com episódios recorrentes de agressões físicas. Nos anos seguintes, o ciclo se manteve. Mesmo diante da repetição das denúncias e do agravamento das agressões, a vítima foi assassinada em 2025, em via pública, por meio de agressão física.
De acordo com Chico Lucas, a proposta é mudar esse cenário e assegurar que a mulher que busca ajuda seja efetivamente atendida pelo sistema de justiça e pelos demais serviços envolvidos, incluindo as áreas de saúde, assistência social e educação.
O monitoramento contínuo e o aprimoramento das ações preventivas facilitam a organização e a qualificação da inteligência operacional, orientando a tomada de decisão. Com base nessas informações, torna-se possível realizar intervenções mais eficazes, fortalecer a rede de proteção e aprimorar a resposta institucional.
Além do uso operacional, o MJSP vai disponibilizar dados públicos da plataforma, por meio da página oficial (gov.br/mj), promovendo transparência e ampliando o acesso à informação. Dessa forma, o sistema Mulher Segura se consolida como um instrumento essencial para a gestão baseada em evidências, contribuindo para o fortalecimento das políticas públicas e para a proteção da vida das mulheres no Brasil.
Dados da plataforma Mulher Segura revelam o perfil das vítimas
A análise do perfil das vítimas revela uma idade média de 36,8 anos, com maior concentração nas faixas de 25 a 34 anos (29,7%) e de 35 a 44 anos (25,5%). Em relação à raça/cor, predominam mulheres pardas (44,6%), seguidas por brancas (29,0%) e pretas (6,7%).
As informações também mostram padrões relevantes quanto ao contexto dos crimes. A residência mantém-se como o principal local de ocorrência (28,4%), seguida pela via pública (11,4%). Na maioria dos casos, o meio empregado para o cometimento do crime foi arma branca ou objeto impróprio.
Observa-se, ainda, concentração temporal aos domingos (19,4%) e no mês de dezembro (10,1%), o que sugere possíveis associações com dinâmicas sociais e familiares.
No que se refere à relação entre vítima e autor, destaca-se que o companheiro é o agressor mais comum nesse tipo de crime. Do total de casos analisados, 481 mulheres, correspondendo a 30,8% das vítimas, possuíam registros anteriores contra o agressor.
Entre os principais antecedentes registrados pelas vítimas, predominam ameaças, lesões corporais, injúria, vias de fato e descumprimento de medida protetiva de urgência. Esse conjunto de dados evidencia um padrão de escalada da violência que, em muitos casos, antecede o feminicídio.

Assuntos Capa, Governo
Compartilhar este artigo
Facebook Twitter Email Copy Link Print

Você pode gostar também

Inscrições para vagas de residência em Área Profissional da Saúde do Enare 2026/2027 seguem até 15 de julho
Governo

Inscrições para vagas de residência em Área Profissional da Saúde do Enare 2026/2027 seguem até 15 de julho

11 de julho de 2026
EBC entra com ação para dar segurança jurídica à comunicação pública
Governo

EBC entra com ação para dar segurança jurídica à comunicação pública

10 de julho de 2026
Na última semana, agência fiscalizou 260 revendas contra preços abusivos de combustíveis
Governo

Na última semana, agência fiscalizou 260 revendas contra preços abusivos de combustíveis

10 de julho de 2026
Lei de acesso à informação e os usos dos canais oficiais são tema da Voz do Brasil
Governo

Lei de acesso à informação e os usos dos canais oficiais são tema da Voz do Brasil

10 de julho de 2026
Desmatamento na Amazônia e no Cerrado continua em queda em junho,  aponta Deter
Governo

Desmatamento na Amazônia e no Cerrado continua em queda em junho, aponta Deter

10 de julho de 2026
Em nova remessa, Brasil envia 4,9 toneladas de insumos médico-hospitalares à Venezuela
Governo

Em nova remessa, Brasil envia 4,9 toneladas de insumos médico-hospitalares à Venezuela

10 de julho de 2026
Inflação de alimentos e bebidas cai abaixo de zero em junho; confira lista
Governo

Inflação de alimentos e bebidas cai abaixo de zero em junho; confira lista

10 de julho de 2026
Rádio Nacional estreia programa Bem-Viver Amazônia neste sábado (11)
Governo

Rádio Nacional estreia programa Bem-Viver Amazônia neste sábado (11)

10 de julho de 2026
Preços ao consumidor caem em junho na comparação com maio e com o ano passado
Governo

Preços ao consumidor caem em junho na comparação com maio e com o ano passado

10 de julho de 2026
Curso de tecnologias espaciais tem inscrições abertas para estudantes e graduados
Governo

Curso de tecnologias espaciais tem inscrições abertas para estudantes e graduados

10 de julho de 2026
Agência reguladora determina apreensão de lotes falsificados de Mounjaro
Governo

Agência reguladora determina apreensão de lotes falsificados de Mounjaro

10 de julho de 2026
Programa Afiadas desta sexta-feira (10) discute assédio e relações tóxicas
Governo

Programa Afiadas desta sexta-feira (10) discute assédio e relações tóxicas

9 de julho de 2026
O PresidenteO Presidente