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Porta de entrada para 46 programas federais, CadÚnico completa 25 anos com evento no DF

16 de abril de 2026
Porta de entrada para 46 programas federais, CadÚnico completa 25 anos com evento no DF
Porta de entrada para 46 programas federais, CadÚnico completa 25 anos com evento no DF
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O Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), principal instrumento estruturante da proteção social brasileira, completou 25 anos desde sua criação. Para marcar a data, uma cerimônia foi realizada nesta quarta-feira (15/4), no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília (DF). Estratégico para o planejamento de políticas públicas, o cadastro é hoje a porta de entrada para 46 programas federais — como Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Cisternas, Minha Casa, Minha Vida e Tarifa Social de Energia Elétrica são algumas das políticas — além de servir como critério para seleção de beneficiários de medidas oferecidas por governos estaduais e municipais.
Quando se olha para trás, é possível perceber o quanto o Brasil avançou. Hoje, mais de 110 países têm o Brasil como referência em políticas sociais” Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
“Quando se olha para trás, é possível perceber o quanto o Brasil avançou. Hoje, mais de 110 países têm o Brasil como referência em políticas sociais”, destacou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias. O prestígio internacional é tamanho que o modelo brasileiro inspirou o termo acadêmico single registry, uma tradução literal que batiza os cadastros únicos pelo mundo. Atualmente, o CadÚnico integra a Cesta de Políticas da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, iniciativa lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a presidência do Brasil no G20.
NÚMEROS E RECONSTRUÇÃO — Até março de 2026, o Cadastro Único registrava 42,2 milhões de famílias, totalizando 96 milhões de pessoas — quase metade da população brasileira. Desse total, 5,6 milhões pertencem a Grupos Populacionais Tradicionais e Específicos (GPTE), como quilombolas, indígenas, catadoras de materiais recicláveis, com pessoas resgatas de trabalho análogo à escravidão. O alcance dessas populações é fruto da estratégia de busca ativa e do aporte de recursos do Programa de Fortalecimento Emergencial do Atendimento do Cadastro Único (Procad-SUAS), lançado em 2023 para recuperar o sistema após um período de desmonte e crescimento artificial de cadastros unipessoais observado durante a gestão anterior, em 2022.
MODERNIZAÇÃO E SEGURANÇA — Em 2025, o sistema passou por uma revolução tecnológica. O Cadastro Único, com o novo sistema, tornou-se mais seguro, integrando bases de dados da Receita Federal, do Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e registros de nascimento e óbito, utilizando o CPF como chave única. “Agora, temos um sistema de gestão de risco que tem nos permitido não apenas detectar eventuais fraudes, mas melhor: tem nos permitido impedir que algumas ocorram, tem nos permitido identificá-las antes que elas gerem benefícios”, explicou Rafael Osório, responsável pela Secretaria de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único do MDS. Outro avanço foi o lançamento do aplicativo offline, que permite aos entrevistadores realizar o cadastramento em áreas remotas sem internet, garantindo que a tecnologia sirva à justiça social.
HISTÓRIA E VALORIZAÇÃO — O Cadastro Único foi criado no ano de 2001. Inicialmente foi utilizado para a seleção de pessoas beneficiárias de programas de transferência de renda. Antes do CadÚnico, cada iniciativa de assistência social do Governo Federal contava com uma planilha própria e as iniciativas não conversavam entre si.
A consolidação do CadÚnico como ferramenta de controle e acesso às políticas sociais do Governo Federal se concretizou com a criação do Programa Bolsa Família, em 2003, a partir da unificação dos programas de transferência de renda condicionada da época. Ao longo dos anos, firmou-se como base de informações de diversos programas sociais.
Em 2007, o decreto do Cadastro Único trouxe uma melhor definição dos objetivos, processos, instrumentos, operacionalização e competências de cada um dos entes federados. Já em 2010, o sistema passou a ser online, diminuindo discrepâncias entre as bases locais e a nacional. Em 2017, foi constituída a Rede de Programas Usuários do Cadastro Único, para promover o uso adequado das informações e procedimentos do CadÚnico.
Inicialmente, a rede foi composta por 33 programas usuários. Atualmente conta com 46 programas usuários no âmbito federal, soluções conjuntas para a integração de políticas e programas sociais para o atendimento ao cidadão são desenvolvidas por meio da rede. A celebração desta quarta-feira em Brasília também homenageou profissionais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e ex-beneficiários que transformaram suas vidas por meio do acesso a direitos garantidos pelo cadastro.
SONHOS REALIZADOS — É o que ocorreu com o ex-beneficiário do Bolsa Família e atual gestor público Edson Victor de Lima, que realizou o sonho da graduação e da casa própria através dos programas integrados. “Sempre tive o sonho de me formar. E, com o Cadastro Único, consegui. Não só o sonho de me formar, mas também de ter uma casa por meio do Minha Casa, Minha Vida, chegou à minha família. O alimento na mesa chegou por meio do Bolsa Família. E consegui ingressar na faculdade graças aos programas do Cadastro Único”, contou.
VOLUME DE BENEFICIÁRIOS — Até março deste ano, o Cadastro Único contava com informações de cerca de 96 milhões de pessoas e 42,2 milhões de famílias cadastradas. Dentro desse universo, 27,8 milhões de famílias estão em situação de pobreza ou baixa renda, das quais 5,9 milhões são famílias rurais.
BOLSA FAMÍLIA E BPC — O Bolsa Família, cujo pagamento de abril inicia nesta quinta-feira (16/4), é o principal programa de transferência de renda do país e tinha, até março, 18,7 milhões de famílias e 48,9 milhões de pessoas beneficiadas. As condições de permanência no programa são acompanhadas pelo CadÚnico.
O Benefício de Prestação Continuada de Assistência Social (BPC), que garante um salário mínimo por mês à pessoa idosa com idade igual ou superior a 65 anos e à pessoa com deficiência de qualquer idade que comprove, em ambos os casos, ser de família de baixa renda, foi repassado a 6,4 milhões de pessoas assistidas, dentre 3,7 milhões de pessoas com deficiência e 3,7 milhões de pessoas idosas.
HOMENAGEM E RECONHECIMENTO — Para honrar o marco de 25 anos do CadÚnico, os Correios lançaram um selo comemorativo que homenageia a trajetória do instrumento. Segundo o diretor de Operações dos Correios, José Marcus Gomes, o selo simboliza como o Cadastro Único deu visibilidade às parcelas da população ignoradas pelo poder público. “Ao longo de um quarto de século, o Cadastro Único tornou visível quem por muito tempo esteve à margem. Deu nome, reconhecimento e acesso a milhões de famílias brasileiras, permitindo que políticas públicas chegassem com justiça, inteligência e humanidade a quem mais precisa. O Cadastro Único representa a presença do Estado na vida real das pessoas”, saudou o diretor de Operações dos Correios, José Marcus Gomes, que representou a estatal.
PRÊMIO 25 ANOS — O evento também serviu de palco para o lançamento do Prêmio 25 anos do Cadastro Único, iniciativa que visa identificar e estimular experiências bem-sucedidas de estados e municípios na gestão do sistema. A premiação busca valorizar o uso inteligente de dados para o fortalecimento da proteção social. As práticas vencedoras serão anunciadas em dezembro de 2026, consolidando o compromisso com o aprimoramento contínuo dessa ferramenta vital para a democracia brasileira. O prêmio é dividido nas três categorias abaixo:

Qualificação e fortalecimento do Cadastro Único e seu uso em políticas públicas
Diversidade social, com foco em grupos populacionais tradicionais e específicos
Gestão da informação, monitoramento e avaliação

Assuntos Capa, Governo
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