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PL 2994/26 prevê mecanismos contra clonagem de voz e falsificação biométrica em golpes contra idosos

Proposta apresentada por Duda Ramos também estabelece cuidados adicionais em empréstimos, consignados e cartões de crédito que possam comprometer a renda mensal da pessoa idosa.
PL 2994/26 prevê mecanismos contra clonagem de voz e falsificação biométrica em golpes contra idosos
Foto distribuída pela Câmara dos Deputados - Consumidor

O Projeto de Lei 2994/26 prevê que instituições financeiras adotem mecanismos atualizados para prevenir golpes contra pessoas idosas, incluindo fraudes com inteligência artificial, clonagem de voz e falsificação biométrica. A proposta, apresentada pelo deputado Duda Ramos (Pode-RR), está em análise na Câmara dos Deputados.

O texto institui o Estatuto Nacional de Proteção Financeira da Pessoa Idosa e estabelece diretrizes para proteger aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). A iniciativa tem como objetivo prevenir e combater fraudes financeiras, golpes patrimoniais e abusos econômicos.

Resposta a operações suspeitas

Entre as medidas previstas está a criação de uma Carta de Direitos na Segurança Financeira. O documento deverá incluir atendimento prioritário, acesso facilitado à contestação de transações e atendimento humano em casos de suspeita de fraude, bloqueio de contas ou contratação de crédito.

As instituições financeiras também deverão manter canais de atendimento ininterruptos para receber comunicações sobre golpes e disponibilizar mecanismos de bloqueio emergencial de operações. A proposta relaciona as medidas ao avanço das tecnologias de pagamento e dos canais digitais.

Crédito e proteção da renda

O projeto prevê cuidados reforçados na concessão de empréstimos, créditos consignados e cartões quando a operação comprometer parcela significativa da renda mensal da pessoa idosa. O texto também inclui, entre as situações mencionadas, falsas centrais de atendimento, falsos familiares, empréstimos fraudulentos, engenharia social, clonagem de identidade, invasões de contas e fraudes envolvendo Pix.

Segundo Duda Ramos, a falta de uma legislação específica voltada à proteção financeira e patrimonial da população idosa justifica a proposta. O deputado afirma ainda que os prejuízos provocados por invasões patrimoniais podem afetar a subsistência, a autonomia, a saúde emocional e a qualidade de vida das vítimas.

Prioridade regional e tramitação

As medidas deverão ter prioridade de implementação em regiões com menor cobertura bancária ou de conectividade, como a Amazônia Legal, comunidades indígenas, quilombolas e áreas rurais isoladas. O texto altera o Estatuto da Pessoa Idosa para incluir expressamente a proteção contra fraudes e a prioridade no atendimento de contestações financeiras como direitos.

O PL 2994/26 tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Fonte: Câmara dos Deputados – Consumidor.

Foto distribuída pela Câmara dos Deputados – Consumidor